sábado, abril 29, 2006


" E aquele riso, / Doirando a serra, / É um anjo que nos mostra o Paraíso, Além da terra. " Teixeira de Pascoaes.

A fotografia foi tirada deste blogue.

terça-feira, abril 25, 2006


"Estendes a mão direita, abres os dedos, admites todo o ar quando fechares o punho, abrindo o coração. Só não respiras: não sobra já no teu pulmão um resfolgar qualquer, um hálito poído. Assim a morte é julgares ter seguro e circunscrito, fora de ti, o que em ti já não tens." Pedro Tamen.

sexta-feira, abril 14, 2006



. mas encontro-me no Refúgio.

quinta-feira, abril 13, 2006


" E vejo a máscara da tristeza...sua túnica de crepúsculo, ondulando ao zéfiro arrefecido, ergue, no ar, folhas mortas, poeiras de sonhos que lhe pertubam a imagem indecisa...esboço outonal de Deusa... " Teixeira de Pascoaes. Fotografia de Stanmarek.

quarta-feira, abril 12, 2006


" A dor acompanhar-me-á, a dor de não ter escrito o teu nome e de não ter sabido as perguntas e as respostas; nos teus braços quem me receberá? E fará tanto frio que a eternidade se consumará sem mim no quarto agora vazio de exterioridade e de contemporaneidade. " Manuel António Pina. Fotografia de Stanmarek.

terça-feira, abril 11, 2006


" Nítido e leve ramo de oliveira: / Rijeza firme do tronco / As pálidas folhas como ponta de lança / E o pequeno fruto negro / Compacto e brilhante." Sophia de Melho Breyner Andresen. Fotografia de Ira Bordo.

segunda-feira, abril 10, 2006


" A poesia roçava-me o corpo desperto até ao osso, procurava-me com tal evidência que eu sofria por não poder dar-lhe figura: pernas, braços, olhos, boca. Mas naquele céu verde de agosto apenas me roçava, e partia." Eugénio de Andrade. Fotografia de Andrey Smirnov.

domingo, abril 09, 2006


" não é sobre a solidão , pouco me importa quem me desviou palavra, é sobre a tua ausência no lugar íngreme da minha pele, por isso cairei implume telhado abaixo debulhada no coração." Valter Hugo Mãe. Fotografia de Ira Bordo.

sábado, abril 08, 2006


" A obscuridade nasce. Tens tu um corpo de água ou és o fogo azul das casas silenciosas? Não te habito, não sou o teu lugar, talvez não sejas nada ou és a evidência rápida, inacessível, que sem rasto se perde no silêncio do silêncio." António Ramos Rosa.

sexta-feira, abril 07, 2006


"Cabeça aos ventos, / Febre nos olhos, / Vou suicidar-me de escuridão... / Sombras, agoiros, pressentimentos, / Rasgam-me a fronte, como os abrolhos / Da minha Coroa de Paixão! " José Régio.

quinta-feira, abril 06, 2006


" E foi a Sombra da Noite, e não o Amor quem partiu. Estava dorido, cansado, mas vivia o Amor para demandar. Por isso escalei montanhas escuras, e vagueei de coração triste / Por lúgubres devastações, onde até a luz do sol era ténue, / Sem o descanso da noite para a alma a minguar-me fraca. " William Morris.

quarta-feira, abril 05, 2006


" Ali naquela casa casa branca posso morrer nu a seus pés encostado à lisa cal e esperar a noite densa. Ali onde a luz é desmedida sei que não volto a procurar outro caminho e aguardo apenas em agonia o final da tarde e lentamente morro e peço às paredes que me dêem água de sua alma." Jall Sinth Hussein.

terça-feira, abril 04, 2006


" Entre o meu corpo e a roupa que reveste há uma distância enorme. Dir-se-ia que a roupa está nas insundáveis profundezas dum abismo em torno de cuja protecção os meus orgãos se expusessem aos caprichos do céu. " Luis Miguel Nava. Fotografia de Daniella Rosario.

segunda-feira, abril 03, 2006


" Hesitámos por um momento e pouco depois reconhecemos que sofríamos da mesma doença. Não existe definição para esta maravilhosa tortura, há quem lhe chame spleen e quem fale em melancolia. " Eugenio Montale. Fotografia de Daniella Rosario.

domingo, abril 02, 2006


" "Suicido-me nas palavras". Mas é quase noite e, no silêncio penumbroso da casa, enquanto aguardo a tua chegada, escrevo a palavra Verão para celebrar o nosso encontro, os mínimos fios do amor." Isabel de Sá, fotografia de J. Lorça.

sábado, abril 01, 2006


" se o corpo é um coágulo da alma e a voz combustão da boca, sou fogueira em ruído activada perante predicados eólicos das árvores. " Valter Hugo Mãe.